Já falei sobre a solitude aqui no blog anteriormente, acho que conforme o tempo passa eu acabo pensando mais nisso - desde que perdi a mamãe a frequência se tornou quase que diária e, entre minhas andanças pela interwebs acabei dando de cara com esse exerto de um poema da Leila Chatti chamado 'Tea' ou Chá em português, não procurei se já foi traduzido oficialmente então tomei a liberdade de fazer isso para postar aqui - inclusive, fazia tempo que não escrevia um post bilíngue mas como a fonte do material é em inglês resolvi voltar a usar essa função do blog que havia deixado para trás.
Porque ninguém está aqui para me amar,
eu faço chá para mim mesma e deixo o rádio tocando.
Eu preciso me fazer lembrar que estou aqui, e o faço
ao notar a mim mesma.
E é como meus dias tem sido, talvez até meus últimos anos. Preciso me notar para lembrar que ainda estou aqui. Vivo. No meu cantinho. Me dar pequenos chamegos, materiais ou emocionais é um privilégio e um direito que eu preciso usufruir.